"Crise é mundial", diz empresário
Em decorrência da crise no setor têxtil, o Jornalismo da Rádio Cidade procurou saber a posição dos empresários que hoje possuem grande dificuldade de negociação na compra do algodão. Para o presidente do núcleo de empresários da Guabiruba, Juliano Schumacher, a crise se deu por conta dos baixos preços do algodão praticados no mercado internacional. Ele explica que o algodão é um comoditie agrícola regulado a preços mundiais.
Schumache diz que o algodão estava nos últimos anos mantendo preço muito baixo e desde 2008 houve a crise no mercado imobiliário americano, o mundo inteiro entrou um pouco em recessão. Nessa época, o preço do algodão estava baixo e ficou ainda mais baixo. Isso acabou desestimulando o mercado internacional a plantar algodão e com isso sumiram os estoques reguladores do mundo inteiro.
Mesmo diante desta recessão, alguns países continuaram produzindo e hoje o preço do algodão é uma conseqüência da lei da oferta e da procura. Quem tem o algodão vai querer tirar maior proveito disso e não existe um órgão que regula os preços.
Para ele, hoje o consumidor final não aceita esse reajuste que elevou o preço do algodão a um aumento de 300% em menos de dois anos e sabe que esse reajuste não pode ser repassado ao varejo. O empresário acredita que com o aumento, alguém deverá absorver essa diferença. Quem teve o produto estocado e comprou em momento oportuno, que tem um custo menor e para aqueles que estava sem capital, quem não tinha estoque, vai sofrer ainda mais pra não dizer que irá inviabiliza seu negócio.


